6 de mai de 2014

...

... porque há sempre algo que se move;
talvez os ponteiros de um relógio
em rotação contrária
talvez um andar de costas 
pisando nos mesmos passos
talvez uma palavra...um retrato...

...porque há sempre uma pontada estranha
numa ferida já cicatrizada
há sempre outonos frios
chuvas nas vidraças
Há um quê de não se saber de quê...
Há essa confusão atordoada
de uma lembrança morta e enterrada
Mas tudo isso é  breve  e logo logo passa...


Um comentário:

  1. À frente, sempre

    Há sempre um mágico movimento
    Não importa se à frente ou pra trás
    Se para frente implica implemento
    Se ao contrário nenhum bem traz.

    Não devemos caminhar de costas
    Pisando sobre os próprios passos
    Com certeza uma péssima aposta
    A qual denota um pertinaz fracasso.

    Não vivamos de lembrança portanto
    Esqueçamos as passadas feridas
    Um pé à frente do outro, enquanto
    Percorremos a via única desta vida.

    Porque não há no céu anjo ou santo
    Que possa interromper essa corrida.

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