13 de dez de 2012

Ócio


O que me consome
São as horas vadias
A mente vazia
O pensamento ocioso
Isso me consome!

Quero um fiozinho só de inspiração
Ou um bom livro na mão
Uma xícara de café
E a janela bem aberta
Pra que eu olhe de vez em quando lá pra fora
E veja o pássaro, a libélula, a borboleta
Até quem sabe. um anjo!
Desde que tenha asas....

Eu quero esmiuçar aqueles versos
Que li no livro do”poeta do hediondo”
Até queimar meus neurônios
Ou minha cabeça explodir
Eu quero sim!

Eu quero qualquer coisa, leve ou abrasadora
Que me tire dessa estagnante mornice
Enquanto correm os minutos lá fora
E meu tempo aqui dentro é perdido

Quantos poemas! Quantos livros!
Quantas notícias novas nos jornais...
E eu não produzi nem um dístico!

Eu quero o sangue rubro que corre em minhas veias
Aquecendo a ponta dos meus dedos
E fazendo nascer neles letras, versos, poemas...

Só não quero ficar aqui
Envelhecendo, preguiçosa, a minha mente
Adoecendo o meu olhar
Deixando morrer dentro de mim
O que há de mais belo e verdadeiro
Esse meu jeito diferente de ver o mundo
E fazer dele a minha poesia ...
regina ragazzi 

3 comentários:

  1. "Eu quero o sangue rubro que corre em minhas veias
    Aquecendo a ponta dos meus dedos
    E fazendo nascer neles letras, versos, poemas..."

    Lindo Lindo!

    Beijos

    Sarah

    ResponderExcluir
  2. Limerique

    Ela quer inspiração criativa
    Que lhe permita escrita cursiva
    Que resolva o dilema
    Para fazer um poema
    Que mantém sualma sempre viva.

    ResponderExcluir
  3. Querida Cris, um pouquinho de ócio, um cadinho de pasmaceira, uma dosezinha de de não fazer nada, vez em quando, pode ser bom para a gente recarregar as baterias...
    Um abração. Tenhas uma boa noite.

    ResponderExcluir

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